A santidade é uma vocação para todo batizado!

Por Noviço Pablo Vinícius

Foto: Reprodução Internet/Canção Nova

Há exatos 55 anos, a Santa Igreja Católica, vivificada pelo espírito do Concílio Vaticano II, acolhia a publicação da Constituição Dogmática Lumen Gentium (“Luz dos povos”), no pontificado de Paulo VI (1963-1978). O quinto capítulo, desse importante documento, trata sobre a “vocação de todos à santidade na Igreja”, esclarecendo que “os cristãos de qualquer estado ou ordem são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade” (Lumen Gentium, n° 40).
Não faz muito tempo que o Santo Padre, o Papa Francisco, que tem se esforçado para reconectar a Igreja com o Concílio Vaticano II, presenteou a todos nós com a sua Exortação Apostólica Gaudete et exultate (“Alegrai-vos e exultai”), sobre o chamado à santidade no mundo contemporâneo. No presente documento, somos convidados a ser santos no hoje da nossa história. Esse bonito apelo do Santo Padre está contido nos cinco capítulos e 177 parágrafos do presente documento que, uma vez mais, quer fazer ressoar o chamado à santidade, apontando para os seus riscos, desafios e oportunidades.
Para começo de conversa, engana-se quem pensa que para ser santo a pessoa deve ser bispo, sacerdote, religiosa ou religioso. Concepção errada! A santidade é para todos e cada um nós; é para todo povo querido de Deus. “Todos somos chamados a ser santos, vivendo com amor e oferecendo o próprio testemunho nas ocupações de cada dia, onde cada um se encontra” (Gaudete et exultate, nº 14). Independente do seu estado de vida – religioso ou religiosa; marido ou mulher; avô ou avó; trabalhador do campo ou da cidade; patrão ou empregado – você é chamado a ser santo e a testemunhar o amor de Jesus Redentor àqueles que vierem até você. Eis a beleza da santidade!
Não tente buscar a santidade nos grandes feitos e gestos. Você poderá se frustrar e desistir dessa bonita vocação. É importante que você dê um passo de cada vez. Comece com pequenos e humildes gestos. Não tenha pressa, Deus é paciente com todos nós! “Gosto de ver santidade no povo paciente de Deus” (Gaudete et exultate, nº 7). O Papa Francisco dá-nos um pequeno e bonito exemplo disso: “Uma senhora vai ao mercado fazer as compras, encontra uma vizinha, começam a falar e surgem as críticas. Mas essa mulher diz para consigo: ‘Não! Não falarei mal de ninguém!’. Isso é um passo rumo à santidade” (Gaudete et exultate, nº 16).
Contudo, para que possamos progredir na vida de santidade, precisamos de uma vida de oração. Não há outro caminho! Ou rezamos, ou rezamos. E para rezar bem, é preciso que haja disciplina, isto é, ter um tempo do dia dedicado à oração. Sem isso, nada feito! No entanto, reconheço que para muitos, dedicar um tempo do dia à oração pode ser algo inviável, devido às correrias do dia a dia. Para esses nossos queridos irmãos e irmãs, segue um método tranquilo e bonito de oração: Comece o seu momento de intimidade com Deus, rezando um ato de humildade: “Senhor, eu necessito de ti! Sem ti, nada sou!”. E depois, reze assim: “Senhor, eu não sou santo! Dai-me essa graça!”. Rezem, meus queridos! O Espírito Santo derrama a santidade no povo que confia e espera em Deus, por meio de suas simples e sinceras orações.
Ao amigo leitor, adianto que a caminhada não é fácil, como em tudo na vida, mas temos a alegre certeza de que Deus está do nosso lado e que o céu é o nosso amigo. Avante! A recompensa virá! Um forte abraço e que Deus nos dê a sua graça e a sua bênção!

Noviço Pablo Vinícius

Pablo Vinícius Reis Moreira é natural de Dores de Campos (MG) e desde 2013 é seminarista da Congregação dos Missionários Redentoristas. 
É bacharel em filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (SP). Atualmente está na etapa do noviciado, em Tietê (SP), preparando-se para a sua Consagração Religiosa na Congregação do Santíssimo Redentor. 

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