“Ame o seu próximo como a si mesmo.” Marcos 12:31

Foto: Reprodução Internet

Por Wallace Morais

O segundo mandamento deixado por Jesus nos convida a refletir um dos maiores desafios do mundo pós-moderno e que ganhou maior dificuldade nos dias atuais. Ao nos deixar este mandamento,”Ame o seu próximo como a si mesmo” (Marcos 12:31), Cristo deixa uma missão desafiadora aos seus filhos: amar o próximo segundo a perspectiva que somos imagem e semelhança d’Ele e não transformar a figura do próximo segundo nossa percepção de ideal.

Numa sociedade do consumismo, onde as pessoas tem valor agregado pelo que têm e não pelo que são, a mensagem de Jesus vem nos fazer nadar contra a corrente das relações líquidas. Este termo, utilizado pelo sociólogo Zigmunt Baumann, caracteriza as relações de nossa sociedade em uma liquidez de sentimentos, condutas, valores e justiça.

Essa nova forma de organização social afeta todas as esferas da vida cotidiana, como a familiar, estudantil, profissional e religiosa. Por tanto, ao colocarmos esta perspectiva de tratar o próximo segundo valores que não são àqueles que firmaram nossa sociedade na fraternidade, no amor e na esperança, não cumprimos com a premissa de enxergar no próximo a presença do Cristo.

Amar nosso irmão e nossa irmã como a nós mesmo, não se trata de colocar-los a viverem segundo nossa visão de felicidade, justiça e realidade. É imaginá-lo como ser único, repleto de vivencias, experiências e valores dos quais não podemos despi-lo. Sendo assim, amaremos o próximo segundo sua própria perspectiva de vida, nos tornando cooperadores de uma nova forma de viver, onde não haja espaço para violência, intolerância, racismo e desigualdade.

Construindo uma cultura de paz, proporcionando a superação das fragilidades que nos limitam amar as diferenças, fortalecendo aquilo que nos uni e nos nutre como iguais, que é o amor de Deus.

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